Crônicas de Nova Ipanema

Você conhece o Valdomiro?

João Carlos Lopes dos Santos

Crônica escrita em março de 2025

É bem provável que você não o conheça. Conhecendo-o, decerto, será muito superficialmente. Valdomiro é um dos personagens da minha crônica ‘Diante dos nossos olhos’, escrita e reescrita em 2003/2011. Nela, o protagonista é o seu amigo de infância José Herculano Gomes, outro excelente caráter dos primórdios de Nova Ipanema, já aposentado e, ao que parece, voltou para a sua terra natal.

Valdomiro Vitorino de Oliveira é filho do saudoso João Vitorino de Oliveira e da Dona Antônia Virgínia da Silva. Nasceu no município de Jacaraú, localizado na Região Geográfica Imediata de Mamanguape-Rio Tinto, no estado da Paraíba. Em 1985, partiu de Jacaraú diretamente para o Condomínio Nova Ipanema. Inicialmente, trabalhou no Colégio Anglo-Americano, como auxiliar de serviços gerais. Dez anos depois, em 1995, se transferiu para o edifício Henri Laurens, nas funções de porteiro noturno. Portanto, presta excelentes serviços à Nova Ipanema, ininterruptamente, há 40 anos, mas com vontade e saúde para muito mais.

Se você é nova-ipanemense, mas não reside no Henri Laurens, eventualmente, poderá tê-lo visto, mas não terá como ligar o nome à pessoa. Isso tem explicação: o Valdomiro trabalha como porteiro noturno. Destaca-se por ser reservado, responsável, prestativo e empático. Alterna as noites de trabalho com o Raimundo, outro que, com os mesmos predicados, está entre nós desde 2012. Ambos são os responsáveis pelo sono tranquilo dos moradores do Henri Laurens. Desde 1978, moro com minha família nesse supertranquilo edifício, e só tenho motivos para elogiar os nossos funcionários, os atuais, assim como os pretéritos, que nos deixaram muitas saudades.

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Valdomiro: 40 anos em Nova Ipanema.
Crédito da foto: João Carlos Lopes dos Santos.

Mas Nova Ipanema não dispõe de um serviço de segurança? Sim. E da melhor qualidade! Há uma coisa sobre a qual os nova-ipanemenses precisam refletir: Nós, os moradores, temos que ser os principais atores na segurança coletiva do nosso condomínio. Todos têm papeis a desempenhar na segurança do local em que habita. Na minha ótica, essa é a ordem de atuação: primeiro, vêm os moradores, apoiando e facilitando o trabalho dos porteiros dos edifícios e agentes vigilantes, comunicando-lhes sobre as possibilidades de ocorrências de riscos, monitorando as entregas das nossas encomendas, avisando-os sobre a presença dos nossos visitantes prolongados e realizações de festas; depois, entra em cena o serviço de segurança propriamente dito; e, finalizando, como última cidadela, estão os porteiros dos edifícios. Sem ter nada a sugerir, você sabia que, em algumas pequenas cidades do interior, há uma recomendação informal de se comunicar às autoridades policiais, sobre a presença de visitas estranhas àquela comunidade? O serviço de segurança é fundamental para os moradores; e a recíproca é verdadeira.

Há muitos anos, Valdomiro, para minha família, é sinônimo de tranquilidade. Leia esse pequeno trecho da crônica ‘Diante dos nossos olhos’, originalmente escrita em 2003 e reescrita em 2011, quando, em quase nada, foi alterada. Mais adiante, para que fique a par do seu inteiro teor, que depois lhe passarei o link.

Na carrocinha de pipoca e milho verde, que vemos à porta do Colégio Anglo-Americano, trabalham dois irmãos dele (no caso, do José Herculano Gomes) e um amigo de infância dos quatro, Valdomiro, que é funcionário exemplar do Henri Laurens. Vocês não imaginam como é importante a presença deles ali, convivendo com as nossas crianças à porta da escola há muitos anos. Venderam pipoca e milho verde para os meus filhos e, agora, a freguesa é a minha neta Joana (e, após reescrever essa crônica em 2011, também as minhas outras netas, Raquel e Isabella). São essas as tais coisas invisíveis para os olhos, sobre as quais me referi na primeira linha desta crônica.

Este é o reconhecimento da família Lopes dos Santos, que traduz toda a nossa gratidão ao amigo Valdomiro que, neste ano de 2025, completa 40 anos ininterruptos de excelentes serviços prestados à Nova Ipanema.

Post scriptum – Agora, clique sobre os links, abaixo. São crônicas que poderão ser lidas no website www.consultarte.com, nomeadamente em ‘Crônicas de Nova Ipanema’ e ‘Crônicas do Cotidiano’.

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